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Malambas da vida

por baía azul, em 05.10.11

Quando começo a escrever nunca sei bem que título dar aos posts ou às histórias. Depois há dias mais fáceis e outros bem mais complicados.

Ontem foi um desses dias. Coisas simples tornaram-se complicadas, o que em Luanda não é complicado, passo a redundância.

Da viagem a Viana que demorou duas horas, entre solavancos e ondas de poeira, à ida ao terraço ao final do dia para ver como funciona um gerador, encerra-se o dia com a sensação de que absolutamente nada positivo nos beijou a face.

 

Acordei ainda não eram horas de me levantar.

Não tinha luz, porque alguém esperou pelo IBAN da EDEL para fazer uma transferência e pagar a conta. Mas é bem possível que a EDEL não tenha esse serviço disponível ao cliente. Uma vez que a conta não foi paga fomos notificadas de que nos cortariam a luz.

Corte e notificação vieram no mesmo dia. Senão, com um intervalo muito curto de tempo.

 

Não tinha luz desde Domingo. O gerador não tinha aguentado o micro-ondas, o ar condicionado, a televisão, o frigorífico...

Tive direito a todos os banhos de água fria, com a alegria de que pelo menos sem luz a electro bomba não deixa de funcionar. Não me perguntem como.

 

Enquanto me irritava com a falta de luz, alimentos no frigorífico foram estragando. Eliminar cada um consoante o que estaria a cheirar mal foi a missão. Só hoje consegui descobrir a maior fonte do mau cheiro e vou ter que lidar com ela toda a noite!

 

Saí de casa e ainda tive que esperar por um colega. Fazer o caminho desagradável até Viana e perceber várias vezes que estávamos no caminho errado.

Já não houve oportunidade para almoçar. Infelizmente não se encontram estabelecimentos que sirvam sopas ou refeições rápidas. Senti falta do McDonald's, mesmo sabendo que não lhe poderia tocar.

 

Fechei a tarde entre telefonemas ao senhor do gerador, ao irmão da amiga e pedidos constantes para que me ajudassem na EDEL.

Cheguei a casa com o forte sentimento de derrota.

O senhor do gerador chegou, discutimos porque ele dizia que era o disjuntor e eu acusava-os de terem vendido um gerador que não valia nada. Mas lá o deixou ligado. Não funciounou à primeira e a segunda vez já não foi o senhor do gerador, mas o primo quem me socorreu.

 

Explico ao primo a situação da EDEL e ele numa gargalhada esclarece-me que "aqui não é como em Portugal  em que reestabelecem no imediato a energia". Olhei para ele e suspirei. Não tinha palavras para mais uma destas novidades.

 

Desci do terraço e ganhei coragem para o jantar.

Tomei o banho quente que ansiava e EDEL apareceu minutos depois para reestabelecer a energia.

Foi um dia que acabou bem, com a descoberta de que nem contador de luz tenho apesar de pagar a conta!

 

 

 

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