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Inquilinos do país que nos viu nascer

por baía azul, em 03.03.13
Este país não é meu, nem é teu, nem tão pouco nosso.
É de alguns, mas isso todos sabíamos.
O país do fogo de artifício, da Baía recuperada, apenas da Baía, porque as mentes estão esquecidas e, com todas as dúvidas, serão alguma vez lembradas, suga a força e a boa-vontade.
Depois de mais de cinco horas a trabalhar para mostrar ao mundo o que fazemos em grande e fazemos bem, os inquilinos do país que nos viu nascer viram o regresso a casa complicado. Estradas interditas ao transito, obrigando que da Baía aos Coqueiros se desse a volta pela nova marginal até à cidade alta e só então descer.
Suportando o trânsito infernal.
Desmoraliza, acima de tudo lembra-nos que no céu está a magia, na terra a razia!

No final é só algo normal.

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publicado às 03:29

Já vai sendo tarde, ouve a buzina...

por baía azul, em 06.02.13


lava a alma para o mergulho
deixa ficar o corpo livre do barulho
deixa invadir a alegria do nascer do dia
ignora que não faça sentido
abraça forte como se sempre o tivesses vivido

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publicado às 16:25

O que sinto quando Luanda faz anos

por baía azul, em 25.01.13
Ao sabor de Luanda,
velha e nova
confusa e entusiasta
perdida e às vezes nefasta
é esta a cidade que te abraça
e te deixa partir sem ameaça

e se saudades sentires
não é loucura
porque no amargo isto tem doçura

Feliz aniversário Luanda!

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publicado às 15:16

Na Ginga

por baía azul, em 07.06.12
O dia de hoje começou ontem.
Uma mensagem às 21h trazia a má notícia, uma chamada às 22h confirmava-a e outra mensagem às 23h corroborava.
A mesma notícia, três vezes chegou.

Fui dormir pensando nos que perdemos, na tristeza que isso nos traz.
Acordei cansada. Repetem-se os sintomas, manhã após manhã. Já não bastam os escapes. Preciso das fugas.
Chego ao escritório e chateio-me.
Chego à formação e chateio-me mais.
Os motivos são sempre os mesmos, mas acho interessante a capacidade com que as pessoas nos colocam na posição de carrascos, abstendo-se de todas as suas responsabilidades.
Terminada a formação esperei o motorista numa das ruas que mais me seduz em termos de movimentação popular.
São carros a passar, devagar, devagarinho, parados; são kitandeiras, zungueiras e zungueiros, fiscais, polícias, ardinas, jornalistas, fotógrafos, transeuntes cujas profissões desconheço; é gente que dá vida à cidade.
Não há dia, portanto, que não me encante por 5 minutos no mínimo com o reboliço da rua Rainha Ginga.
"Mana, sapato", chama um de um lado, "fiu fius", que é como quem diz assobios, daqui e dali, olhares lascivos para as mulheres que passam elegantes, já maduras.
Corridas das zungueiras que avistam os fiscais já na esquina.
Mais ao fundo, lá no cruzamento, tudo parado, sirenes iam zunindo e o trânsito tão assustador quanto nos outros dias.
Já fora daquela porta, mas ainda na Ginga o telefone toca: "há uma manifestação" oiço do outro lado.
"Há PIR" (polícia de intervenção rápida).
Vinham da Maianga a caminho da cidade Alta. Ex-combatentes da UGP, mas não sei se conseguiram chegar a algum lugar.
Apesar da agitação normal, nem por isso havia o pânico, apenas a constatação do descontentamento. Afinal... Elas vêm aí.


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publicado às 23:39

Mas entretanto...

por baía azul, em 27.01.12

... fiz isto e gostei. Não sou de Luanda, mas está aqui uma bela descrição:

 

Luanda, cidade em movimento

 

 

 

 

É a cidade mais populosa de Angola, é também considerada a mais cara do mundo*, tem actualmente uma miscelânea de gentes e culturas que quase lhe dão o apelido da mais cosmopolita entre as cosmopolitas. Mistura o étnico e o sofisticado e num bulício incansável parece acordar todas as madrugadas, mas adormecer nunca.

 

 

A agitada Luanda de hoje, que foi durante alguns séculos o porto negreiro mais importante da costa atlântica de África é, passados 436anos, centro de negócios, atracção de investimento para os quatro cantos domundo.

 

A história poderia começar por “Era uma vez um capitão português…” estaríamos a falar de Paulo Dias de Novais, capitão que desembarcou na Ilha do Cabo em 1575 e fundou em 1576 a povoação de São Paulo da Assunção de Loanda, como porto negreiro e baluarte militar português próximo da foz do Rio Cuanza.

 

São Paulo da Assunção de Loanda é fundada no antigo monte de São Paulo, actualmente Fortaleza de São Miguel, primeira estrutura defensiva construída em Luanda e em Angola.

 

Postal de Luanda, símbolo da presença portuguesa, que a história não apagou e que tem sofrido obras de conservação, alberga o Museu das Forças Armadas.

 

Diversas vezes apelidada de cidade dos musseques, Luanda tem cerca de cinco milhões de habitantes e é a terceira maior cidade lusófona do mundo, atrás do Rio de Janeiro e de São Paulo.

 

Em constante mutação, os locais e monumentos que ontem foram cartão de visita são ainda as meninas dos olhos bonitos da cidade à beira-mar plantada, que um dia nasceu na Ilha do Cabo e cresce sem parar.

Da Baía de Luanda ao Mussulo, do Miradouro da Lua à Fortaleza de São Miguel, das edificações modernas de Talatona, à arquitectura colonial da Baixa da cidade, dos mercados informais aos centros comerciais, dos carros de luxo aos candongueiros (taxistas Hiace), tudo pinta a cidade que faz parte do triângulo Atlântico Angola, Brasil e Portugal e a 25 de Janeiro comemora o seu aniversário.

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publicado às 20:37

O que eu quero

por baía azul, em 12.10.11

Soube da morte de André Mingas, estava a preparar-me para dormir.

Trazia o sono do dia inteiro e estava a fazer um esforço extra porque tinha marcado uma conversa com uma amiga, via skype.

Entrei em casa a arrasta-me. O sono tomava conta de mim. Esperei até a amiga chegar e quando nos despedíamos gritei: morreu o André Mingas!!!

O espanto devia-se a dois motivos: por um lado era o choque de saber que uma pessoa que cantou para mim na infância desaparecia hoje.

Por outro previa várias horas de trabalho, a recolher informação e a publicá-la, para fazer primeiro ou fazer melhor.

 

A verdade é que o trabalho nunca acaba. E amanhã será a saga por causa deste infortúnio.

 

Interrompi o trabalho para ir até à cozinha e senti o tremor do chão.

Não, não se trata de tremor de terra, mas do vibrar do prédio com a força do trabalho dos geradores incansáveis. Olhei para o chão e pensei no óbvio: vou ficar sem luz bem antes de conseguir publicar mais qualquer update que seja.

 

Mas alguém andou a mexer os pauzinhos e posso agradecer:

 

Ainda ter combustível no gerador, para ter tudo pronto em tempo útil, inclusive o meu post de hoje

Ao bom senso de ter vindo para casa

À insitência da amiga para conversar comigo, só assim pude manter-me acordada

À magia das redes sociais que fazem tudo correr mais rápido

 

Luanda hoje, apesar dos pesares, deixou-me trabalhar!

Obrigada!

 

deixo-me ficar com "o que eu quero" mesmo que saiba apenas o que não quero. Conjuga bem, tem sido o tema das nossas conversas

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publicado às 02:20

Estamos numa de Flores

por baía azul, em 28.09.11

Mais um dos momentos especiais passados em Luanda no início de Setembro.

O tempo, esse precioso que já há muitos falta, faltou para publicá-lo em tempo útil!

 

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publicado às 01:27

Não lhe resisto

por baía azul, em 27.09.11

 

Se em cada verso pudermos perceber a magia de um pensar, descobrimos o "açúcar" que a vida tem e o que a música cantada de coração é capaz de fazer. Paulo Flores fala com cada um quando está em palco e foi esse o sentimento que deixou no palco do Lookal São Jorge, na Ilha de Luanda.

Quando a noite de 25 de Setembro já se fazia sentir a brisa do mar e já tentava arrefecer, a voz de Paulo Flores encheu o espaço e aqueceu as almas dos fãs ansiosos por ouvi-lo.

 

resto do texto aqui: banda

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publicado às 01:19

Passados os tempos

por baía azul, em 26.09.11

O cacimbo já está a ficar para trás.

Para trás também ficaram muitas histórias que podiam ter sido relatadas aqui.

Não o fiz.

Há sempre um momento das nossas vidas em que preferimos contemplar a registar e depois transcrever.

 

Com o passar do tempo as próprias coisas perdem piada.

Mas entre Julho e Agosto vi cenas dignas de um palco de teatro.

Desde os seguranças embriagados que dançavam à porta, ensaiavam lutas para as quais nenhum tinha forças ou pedichanvam por cigarros, à senhora das limpezas que combina o sapato com o laço na cabeça, a mala com os brincos e obviamente a saia e a blusa fazem jus a este lealdade às cores.

 

Por outra não posso deixar de registar que conheci, mas apenas a voz e o entusiasmo, de um locutor da Rádio Mais, Jorge Gomes, que é a melhor companhia das manhãs. Sejam elas de trânsito ou não.

Facto é que, a caminho do trabalho, qualquer meia hora é bem passada a ouvi-lo. O "tudo à toa" como lhe chamo tem a capacidade de se sentar ao nosso lado e comentar os episódios caricatos do mundo dos automobilistas. Mas não se fica por aí. O locutor é a voz de quem precisa de se fazer ouvir e os ouvidos para quem precisa de falar.

Os astros alinham-se nessa cadeia de necessidades.

 

Entre idas e vindas ausentei-me de Luanda.

Outros locais contam histórias tão interessantes, mas só aqui elas têm piada e o que nós precisamos no fundo é de rir, de boa disposição.

De volta à cidade que já tão pouco sei descrever, espero ser mais arisca e fazer-lhe justiça nas histórias que ela tem para contar.

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publicado às 00:55

Já na partilha, veio o cacimbo!

por baía azul, em 07.07.11

 

 

 

Luanda acordou a serenar.

O clima já é comparado ao de Londres, o que tem alguma piada.

A foto foi-me enviada via Iphone por um novo amigo em Luanda, que tem mostrado que é muito mais fácil assim, socializando.

 

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publicado às 10:00


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