Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Pelas minhas viagens, de aqui e de ali vou-me perdendo com a certeza de que no fim da linha me encontrarei. Para quem gosta de aventuras e enigmas pode perder-se e encontrar-se por aqui
lava a alma para o mergulho
deixa ficar o corpo livre do barulho
deixa invadir a alegria do nascer do dia
ignora que não faça sentido
abraça forte como se sempre o tivesses vivido
... fiz isto e gostei. Não sou de Luanda, mas está aqui uma bela descrição:
Luanda, cidade em movimento
É a cidade mais populosa de Angola, é também considerada a mais cara do mundo*, tem actualmente uma miscelânea de gentes e culturas que quase lhe dão o apelido da mais cosmopolita entre as cosmopolitas. Mistura o étnico e o sofisticado e num bulício incansável parece acordar todas as madrugadas, mas adormecer nunca.
A agitada Luanda de hoje, que foi durante alguns séculos o porto negreiro mais importante da costa atlântica de África é, passados 436anos, centro de negócios, atracção de investimento para os quatro cantos domundo.
A história poderia começar por “Era uma vez um capitão português…” estaríamos a falar de Paulo Dias de Novais, capitão que desembarcou na Ilha do Cabo em 1575 e fundou em 1576 a povoação de São Paulo da Assunção de Loanda, como porto negreiro e baluarte militar português próximo da foz do Rio Cuanza.
São Paulo da Assunção de Loanda é fundada no antigo monte de São Paulo, actualmente Fortaleza de São Miguel, primeira estrutura defensiva construída em Luanda e em Angola.
Postal de Luanda, símbolo da presença portuguesa, que a história não apagou e que tem sofrido obras de conservação, alberga o Museu das Forças Armadas.
Diversas vezes apelidada de cidade dos musseques, Luanda tem cerca de cinco milhões de habitantes e é a terceira maior cidade lusófona do mundo, atrás do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Em constante mutação, os locais e monumentos que ontem foram cartão de visita são ainda as meninas dos olhos bonitos da cidade à beira-mar plantada, que um dia nasceu na Ilha do Cabo e cresce sem parar.
Da Baía de Luanda ao Mussulo, do Miradouro da Lua à Fortaleza de São Miguel, das edificações modernas de Talatona, à arquitectura colonial da Baixa da cidade, dos mercados informais aos centros comerciais, dos carros de luxo aos candongueiros (taxistas Hiace), tudo pinta a cidade que faz parte do triângulo Atlântico Angola, Brasil e Portugal e a 25 de Janeiro comemora o seu aniversário.
Soube da morte de André Mingas, estava a preparar-me para dormir.
Trazia o sono do dia inteiro e estava a fazer um esforço extra porque tinha marcado uma conversa com uma amiga, via skype.
Entrei em casa a arrasta-me. O sono tomava conta de mim. Esperei até a amiga chegar e quando nos despedíamos gritei: morreu o André Mingas!!!
O espanto devia-se a dois motivos: por um lado era o choque de saber que uma pessoa que cantou para mim na infância desaparecia hoje.
Por outro previa várias horas de trabalho, a recolher informação e a publicá-la, para fazer primeiro ou fazer melhor.
A verdade é que o trabalho nunca acaba. E amanhã será a saga por causa deste infortúnio.
Interrompi o trabalho para ir até à cozinha e senti o tremor do chão.
Não, não se trata de tremor de terra, mas do vibrar do prédio com a força do trabalho dos geradores incansáveis. Olhei para o chão e pensei no óbvio: vou ficar sem luz bem antes de conseguir publicar mais qualquer update que seja.
Mas alguém andou a mexer os pauzinhos e posso agradecer:
Ainda ter combustível no gerador, para ter tudo pronto em tempo útil, inclusive o meu post de hoje
Ao bom senso de ter vindo para casa
À insitência da amiga para conversar comigo, só assim pude manter-me acordada
À magia das redes sociais que fazem tudo correr mais rápido
Luanda hoje, apesar dos pesares, deixou-me trabalhar!
Obrigada!
deixo-me ficar com "o que eu quero" mesmo que saiba apenas o que não quero. Conjuga bem, tem sido o tema das nossas conversas
Mais um dos momentos especiais passados em Luanda no início de Setembro.
O tempo, esse precioso que já há muitos falta, faltou para publicá-lo em tempo útil!
Se em cada verso pudermos perceber a magia de um pensar, descobrimos o "açúcar" que a vida tem e o que a música cantada de coração é capaz de fazer. Paulo Flores fala com cada um quando está em palco e foi esse o sentimento que deixou no palco do Lookal São Jorge, na Ilha de Luanda.
Quando a noite de 25 de Setembro já se fazia sentir a brisa do mar e já tentava arrefecer, a voz de Paulo Flores encheu o espaço e aqueceu as almas dos fãs ansiosos por ouvi-lo.
resto do texto aqui: banda
O cacimbo já está a ficar para trás.
Para trás também ficaram muitas histórias que podiam ter sido relatadas aqui.
Não o fiz.
Há sempre um momento das nossas vidas em que preferimos contemplar a registar e depois transcrever.
Com o passar do tempo as próprias coisas perdem piada.
Mas entre Julho e Agosto vi cenas dignas de um palco de teatro.
Desde os seguranças embriagados que dançavam à porta, ensaiavam lutas para as quais nenhum tinha forças ou pedichanvam por cigarros, à senhora das limpezas que combina o sapato com o laço na cabeça, a mala com os brincos e obviamente a saia e a blusa fazem jus a este lealdade às cores.
Por outra não posso deixar de registar que conheci, mas apenas a voz e o entusiasmo, de um locutor da Rádio Mais, Jorge Gomes, que é a melhor companhia das manhãs. Sejam elas de trânsito ou não.
Facto é que, a caminho do trabalho, qualquer meia hora é bem passada a ouvi-lo. O "tudo à toa" como lhe chamo tem a capacidade de se sentar ao nosso lado e comentar os episódios caricatos do mundo dos automobilistas. Mas não se fica por aí. O locutor é a voz de quem precisa de se fazer ouvir e os ouvidos para quem precisa de falar.
Os astros alinham-se nessa cadeia de necessidades.
Entre idas e vindas ausentei-me de Luanda.
Outros locais contam histórias tão interessantes, mas só aqui elas têm piada e o que nós precisamos no fundo é de rir, de boa disposição.
De volta à cidade que já tão pouco sei descrever, espero ser mais arisca e fazer-lhe justiça nas histórias que ela tem para contar.
Luanda acordou a serenar.
O clima já é comparado ao de Londres, o que tem alguma piada.
A foto foi-me enviada via Iphone por um novo amigo em Luanda, que tem mostrado que é muito mais fácil assim, socializando.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.